Se eu lhe perguntasse “você já ouviu falar em alcoólicos anônimos?”, você provavelmente diria que sim.
Se lhe perguntasse “você conhece alguém que freqüente este grupo?”, você poderia responder “Deus me livre” ou até com o bordão “prefiro não comentar”.
Então, seria uma grande surpresa se você ouvisse um grupo chamado “Católicos Anônimos”?
Convenhamos que atualmente existem grupos de apoio destinados à todos os tipos de vícios, narcóticos, alcoólicos, tecnocratas, sex attics, etc. Não é novidade, nem surpresa, os tão estranhos transtornos da mente humana, seus objetos de fixação, suas esquizofrenias, então por quê conjecturar que um grupo de apoio dedicado aos vícios religiosos seria tão incongruente?
Vamos pensar, cada um tem direito a escolher sua própria religião (apesar de já sermos impostos desde o momento em que nascemos), bem como de expressar suas opiniões, desde não anonimamente. Então por que devemos ser coagidos psicologicamente a adotar uma religião, não só uma religião, mas a religião do coagiste? Este que, por sinal, nem em seu nome fala, mas em nome de Deus, um ser que ceticamente não existe.
O que faz um ser pensar que a sua religião é a melhor, ou a mais próxima de Deus como pregam? Como Deus diz “eu não apoio nenhum candidato, ao contrário do que eles andam dizendo”.
Eu acredito que exista um ser superior, assim como acredito que Ele deve nos amar de qualquer forma, independente de um mero ritual que seguimos ou se rezamos de joelhos, de pé, com a testa no chão, com as mãos juntas ou separadas, com os olhos fechados ou abertos, ou em horários fixos, tecnicamente nada disso importa. Então por que o Seu Deus é melhor que o Meu? Se for assim Ele que vá para o inferno.
Só para constar o uso da palavra “Católicos” na sentença “Católicos Anônimos”, deu-se apenas por sonoridade, e não por ser destinados aos seguidores da Igreja Católica ou de qualquer outra religião explicitamente.
Monotonus.
E agora, com vocês, já diria Zé Bonitinho, "Garotas (os) do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz!"...
O termo, designação, substantivo próprio - ou o que quer que seja - “DEUS”, nada mais é do que uma simples referência a uma entidade que precisava de nome (vide: deuses gregos, deuses nórdicos e afins), ou seja, seguindo parâmetros contidos na bíblia, veremos que Deus é humanizado, sendo que a própria bíblia O diz um ‘Ser’ onipotente, onipresente, e blá blá blá.
Contradições? Novidade...
Enfim... Sempre reina a discordância e a hipocrisia de todas as religiões, onde se lêem e seguem preceitos comprovadamente escritos por outros homens que puseram palavras – lá vamos nós, antropomorfismo mode: on – na boca de Deus. Quando atiram para todos os lados dizendo que fulano ou cicrano vão para o Inferno porque não aceitaram o Sr. Jesus (que por sinal é o dono de 99% da frota automobilística, imobiliária e afins).
Sendo menos imparcial, menos crítica e até menos agressiva, sabe qual a frase que acredito ser a mais ridícula de todas? (Pára-choque de caminhão mode: on) “Deus é fiel”. Ahhhh! Faça-me o favor! Não bastasse tanta hipocrisia, ainda vir com esse papinho? Acho que é no mínimo MUITA pretensão dizer isso, como se fosse um aval pra fazer todos os tipos de sandices e voltar de joelhos pedindo “perdão ao Senhor”, pois “Suas graças são infinitas”... Só se for graça mesmo, rir de tanta pretensão.
Acredita? Tem fé? Beleza, siga sua crença, isso é excelente. Só por favor não esqueça que paciência (a humana) tem limite, Deus NÃO é surdo, e que ser filantropo não é por ser religioso ou não, e sim por ter caráter. Um livrinho que dura séculos, cheio de letrinhas em parábolas não quer dizer nada se você não souber interpretá-las. Nem tudo vem explícito, essa é a magia do conhecimento. Estudar, aprender, saber, conhecer.
Antes de sair por aí abanando panfletos, cantando louvores, leia e conheça a história por trás da história, em cima de quanto sangue foi erguida a maior de todas as crenças. Avalie. Pense.
Desculpe, me empolguei, exaltei e falei o que penso e mais um pouco. Mas blog é isso mesmo né? Exposição anônima de pensamentos desconexos...
Tedious.
1 comentários:
Ambos os pensamentos são válidos, o importante é não querer impor suas idéias como as únicas verdadeiras.
Postar um comentário